OBESIDADE: UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLIA
A obesidade é uma condição de saúde caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, capaz de prejudicar o funcionamento do organismo e aumentar o risco de diversas doenças.
Obesidade, nediez ou pimelose (tecnicamente, do grego pimelē = gordura e ose processo mórbido) é uma doença crônica multifatorial, na qual a reserva natural de gordura aumenta até o ponto em que passa a estar associada a certos problemas de saúde ou ao aumento da taxa de mortalidade. É resultado do balanço energético positivo, ou seja, a ingestão alimentar é superior ao gasto energético.
O QUE CAUSA A OBESIDADE?
A obesidade costuma surgir a partir de um desequilíbrio entre o consumo e o gasto de energia, ou seja, quando a pessoa ingere mais calorias do que o corpo utiliza. No entanto, a causa não se resume a “comer demais”. Entre os principais fatores estão:
• alimentação rica em ultraprocessados, açúcares e gorduras;
• sedentarismo;
• predisposição genética;
• alterações hormonais;
• uso de certos medicamentos;
• sono inadequado;
• estresse, ansiedade e compulsão alimentar;
• fatores socioeconômicos, como dificuldade de acesso a alimentos saudáveis.
66.398 visualizações 5 de set. de 2013 Documentário muito além do peso que ressalta a importância de uma alimentação saudável nas crianças. Saiba mais sobre o acompanhamento nutricional da Pastoral da Criança
TIPOS DE OBESIDADE
A obesidade pode ser classificada de diferentes formas, geralmente com base no IMC:
• Obesidade grau I: IMC entre 30 e 34,9
• Obesidade grau II: IMC entre 35 e 39,9
• Obesidade grau III: IMC igual ou superior a 40
Também existe a obesidade abdominal, em que o excesso de gordura se concentra na região da barriga, o que aumenta bastante o risco cardiovascular
A obesidade é considerada um problema de saúde pública porque afeta um número crescente de pessoas e gera impactos importantes para a sociedade, como aumento dos gastos com tratamentos, redução da qualidade de vida e maior risco de doenças crônicas. Por isso, políticas de prevenção, educação alimentar e incentivo à prática de exercícios são fundamentais.
Apesar de se tratar de uma condição clínica individual, é vista, cada vez mais, como um sério e crescente problema de saúde pública: o excesso de peso predispõe o organismo a uma série de doenças.
Segundo o IBGE, em pesquisa feita em 2008 e 2009, no Brasil a obesidade atinge 12,4% dos homens e 16,9% das mulheres com mais de 20 anos, 4,0% dos homens e 5,9% das mulheres entre 10 e 19 anos e 16,6% dos meninos e 11,8% das meninas entre 5 a 9 anos.1 A obesidade aumentou entre 1989 e 1997 de 11% para 15% e se manteve razoavelmente estável desde então sendo maior no sudeste do país e menor no nordeste.